Odebrecht: novas atividades para Enseada

O Grupo Odebrecht informou em nota ao Valor que não há planos para encerramento das atividades do Estaleiro Enseada, que deveria construir seis das 28 sondas para a Sete Brasil que foram encomendadas pela Petrobras em 2011. Está em análise o desenvolvimento de outros negócios no local.

De acordo a companhia, neste momento, há uma reestruturação do endividamento em andamento, em função dos problemas derivados da Sete Brasil. Especificamente sobre os contratos da Sete Brasil, a Odebrecht alega que continua em negociação com a empresa, mas “em função das cláusulas de confidencialidade que regem os contratos, a empresa
Enseada não pode se pronunciar sobre o assunto”.

A Odebrecht ressaltou que busca conquistar novos contratos para a atuação naval offshore e, além disso, desenvolver “novas oportunidades que agreguem valor ao ativo existente a partir de estratégia de diversificação do negócio”.

O grupo afirma que o estaleiro representa “um importante ativo industrial” para dar sequência a sua atuação no mercado de construção naval e offshore. “Enseada também está plenamente capacitado a produzir navios para outros segmentos além daqueles estritamente ligados à indústria do petróleo”, informa a companhia na nota.

Conforme a nota, são avaliadas ainda oportunidades para usar a estrutura e o espaço do estaleiro para “atrair investidores de longo prazo” e desenvolver negócios na área logística para armazenagem de combustíveis, “em face do crescimento da demanda por combustíveis e da baixa perspectiva de aumento de oferta nacional”, e de outros produtos. O objetivo é “potencializar” a atividade portuária da Unidade Paraguaçu, dentro do estaleiro — terminais de uso privado, cais e área de armazenagem.

O grupo também considera usar a capacidade de fabricação e montagem do estaleiro — desenvolvida para navios — para fornecer soluções integradas de engenharia e construção para parques eólicos.

A respeito da construção de submarinos pela unidade de defesa do grupo, a Odebrecht afirma que “fica preservado o projeto dos submarinos, sob a gestão da sua subsidiária Itaguaí Construções Navais (ICN)”.

Fonte: Valor Econômico/Portos e Navios

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Cachoeira: Parceria certifica e legaliza pescadores de São Francisco de Paraguaçu

A Marinha do Brasil e a Capitania dos Portos, através do Departamento de Ensino Profissional Marítimo, em parceria com a Enseada Indústria Naval e a Bahia Pesca, realizaram na tarde da última quinta-feira (17), em São Francisco do Paraguaçu, vila do município de Cachoeira, uma solenidade que marcou o encerramento do Curso de Formação de Aquaviários e entrega da Carteira de Pescador Artesanal a 35 moradores do local.
O Convento de Santo Antônio do Paraguaçu, uma construção erguida na metade do século XVII, foi o cenário escolhido para a confraternização. Foram dez dias de atividades multidisciplinares que abordaram temas como tipos de embarcação, segurança da tripulação, tábuas de marés, técnicas de sobrevivência pessoal e conhecimentos elementares de primeiros socorros.
A 1ª tenente Niljane Alves, coordenadora do curso, elogiou o empenho dos pescadores e marisqueiras, que abandonaram suas atividades cotidianas para ficarem legalizados. “Fico muito agradecida pelos acordos que foram firmados e aqui cumpridos. A formação é o que faz a diferença. Tudo pode ser tirado de vocês, menos o conhecimento. Vocês agora fazem parte de uma privilegiada minoria, que está habilitada a desempenhar legalmente as funções profissionais”, discursou para os recém-formados.
O capitão dos Portos, capitão de Mar e Guerra da Marinha, Ricardo Pinheiro, parabenizou a parceria entre a Bahia Pesca e a Enseada, e, em especial, às oito mulheres do povoado que participaram e concluíram o curso. “Todos estão em plenas condições de pôr em prática o que aprenderam nestes dias. Mas o nosso vínculo não se acaba aqui. Estaremos fiscalizando o cumprimento das normas e procedimentos legais. Por isso, quando forem abordados no mar, apresentem suas carteiras e estejam com a embarcação em dia. Esta é a melhor maneira de zelarmos pela segurança de todos”, pontuou.
Para Alexandre Silva, analista de Sustentabilidade da Enseada, quando instituições e empresas se juntam para transformar a vida das pessoas, é extraordinário. “Foi extremamente gratificante poder contribuir com a realização desta formação coletiva, que vai repercutir por muitos anos na vida de cada um desses trabalhadores artesanais”, afirmou.
Adriano Sanches, pescador artesanal e presidente da Associação de Pescadores e Marisqueiras de São Francisco do Paraguaçu, estava em clima de festa. A felicidade estampou o seu rosto desde o momento em que chegou ao convento. “Só tenho a agradecer a todos que se dedicaram para concretizar o nosso sonho, ou seja, o de nos tornar aptos a navegar dentro das leis. Lutei muito para estar vivendo este momento agora com meus conterrâneos. Hoje a vila está em festa”, acrescentou orgulhoso.
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Vereador Luizinho mente em seu discurso proferido em São Roque do Paraguaçu

Estava na praça com uns amigos durante um discurso de campanha do vereador Luizinho, marido da prefeita Vera, quando o edil proferiu uma mensagem, neste ele dizia algo a cerca dos decretos feitos para a implantação de empresas no município, da contratação e profissionalização da mão de obra local que o ex-prefeito havia aumentado o ISS (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza) e a atual gestora havia reduzido.

O ISS é um tributo de competência do município. Seu fato gerador é a prestação de serviço, de acordo com a lista de atividades estabelecida. A alíquota aplicada pelas Prefeituras podem ter a alíquota do ISS reduzida, como a forma de incentivo fiscal. 

Fiquei curioso e resolvi pesquisar e descobrir que o Edil MENTIU.

Bastou uma pesquisada no Portal da Prefeitura Municipal de Maragogipe para constatar os fatos.

Segue Decreto em formato: JPG e o link.

1º – Decreto de nº 066, de 09 de dezembro de 2011: Regulamenta a implantação do Programa de beneficio fiscal com redução de alíquota do ISSQN instituido pela Lei 021/2005.

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Já na gestão atual, veja as alterações que foram feitas:

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2º Parágrafo Único Fica dispensada a existência do estabelecimento sede no Município de Maragojipe exigida no inciso II do artigo 107 para os serviços descritos no §1º do artigo 100. (Incluído pela Lei nº 031/2013)

Matérias dos principais jornais:

Câmara aprova projeto e cancela redução de imposto para estaleiro em Maragojipe

Por Redação Bocão News, 21 de Setembro de 2014 

O projeto que altera o Código Tributário e cancela a redução da alíquota do ISS foi aprovado pela Câmara de Vereadores de Maragojipe. Porém, a ideia de aumentar receita pode ter efeito contrário, pois a renúncia a uma política de incentivos fiscais para atrair fornecedores de bens e serviços pode prejudicar a economia da região.

Um dos maiores beneficiados pode ser o empreendimento Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP) com investimento de R$ 2 bilhões. O EEP está localizado no distrito de São Roque, localizado em Maragojipe, na Bahia. O grupo formado pelas empresas Odebrecht Participações e Investimentos S.A., a OAS Investimentos S.A. e a UTC Participações S.A.

Por Bahia Notícias de 22 de Dezembro de 2014 

Câmara de Maragogipe revoga redução de ISS ao Enseada; prefeitura ameaça não renovar alvarás

Além do corte de recursos da Sete Brasil, contratante do estaleiro Enseada Indústria Naval, que é construído em Maragogipe, no Recôncavo baiano, a Câmara Municipal do município revogou uma lei que reduzia o Imposto sobre Serviço (ISS) do empreendimento de 5% para 2%. Segundo informações do jornal A Tarde, o incentivo fiscal resultava em economia de R$ 33 milhões para o Enseada. O benefício foi suspenso porque a empresa não teria cumprido um acordo para a realização de obras em Maragogipe para compensar eventuais danos ambientais causados pela implantação do estaleiro. De acordo com A Tarde, o ISS também é ponto de conflito entre a companhia e a prefeitura, que ameaçou não renovar os alvarás da obra por conta da recusa do Enseada em pagar a alíquota de 5%. “O estaleiro não tem sido um bom parceiro para o município”, disse a prefeita, Vera Lúcia dos Santos (PMDB), em entrevista ao A Tarde. O consórcio à frente do empreendimento, composto pela Odebrecht, UTC, OAS e Kawasaki afirma que cumpre o que foi previamente acertado. Por conta da crise, que levou à demissão de mil operários, que será executada até o fim de dezembro, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial do Estado da Bahia (Sintepav) decretou a paralisação das atividades. Ainda segundo A Tarde, a situação do estaleiro, que já tem 82% da sua construção com concluída, preocupa o governador Jaques Wagner e o governador eleito Rui Costa, que afirmaram que o Planalto já foi informado do caso e procuram uma solução para “separar” os problemas dos diretores da Sete, Odebrecht, UTC e OAS envolvidos na Lava Jato. 

É Senhor Vereador não foi muito difícil encontrar a realidade dos fatos, e confesso que fiquei abismado como uma situação dessa não houve uma divulgação até por parte dos seus opositores, a comunidade não pode ficar a mercê dos mandos e desmandos, nós que colocamos vocês no poder, nós temos o direito de ser informado de decreto que venha nos prejudicar ou até nos favorecer.

Como pode chegar em uma praça publica e dizer uma inverdade dessa.

Infelizmente, não fiz essa pesquisa antes, talvez uma grande maioria dos que lhes elegeram poderiam está mais informado.

Vamos ficar de olho em vocês.

Por José Araujo.

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Maragogipe: Estaleiro pode ser transformado em polo industrial

A%20CHARGE%20DO%20estaleiro%20Enseada%20Indústria%20NavalO estaleiro Enseada Indústria Naval, localizado na foz do Paraguaçu, se movimenta para escapar da paralisia iniciada após o calote da Sete Brasil, empresa criada em 2010 pela Petrobras apenas para gerenciar encomendas de navios-sondas destinados à exploração do pré-sal. A ideia dos acionistas do empreendimento  – Odebrecht, OAS, UTC e Kawasaki – é transformá-lo em um polo industrial e logístico para atender a outros segmentos da cadeia produtiva.

Recentemente, o estaleiro começou a se preparar para atrair novos negócios, com foco maior nos setores automotivo, petroquímico e de energia eólica. Além da planta gigantesca, onde foram investidos R$ 3 bilhões, a companhia quer aproveitar o potencial do seu cais de atracação, construído com padrão internacional e suporte para receber grandes embarcações. Vantagem e tanto em um estado que perde competitividade no transporte de cargas por causa dos gargalos portuários.

Portas abertas

A operação para reativar o Estaleiro Enseada, que ficou sem o retorno financeiro garantido pela Sete Brasil, recebeu apoio direto do governo baiano. “Não podemos abandonar um investimento dessa magnitude”, garantiu o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Hereda.

Mesmo com a eventual ampliação do leque, a companhia decidiu preservar a indústria naval como ponto forte do negócio. Sobretudo, através de propostas de parceria com investidores privados, já em curso.

Enseada apresenta Polo Naval, Industrial e Logístico para Conselho de Portos da FIEB

A Enseada Indústria Naval participou, nesta sexta-feira (17), da reunião do Conselho de Portos da Federação dos Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), realizada no Terminal Portuário Cotegipe.

O objetivo do encontro foi apresentar aos membros do Conselho as novas frentes de atuação do empreendimento, como um polo voltado para fabricações industriais pesadas, em apoio à indústria eólica, e um polo logístico completamente integrado.

Apesar da ampliação de suas possibilidades de negócios, a empresa mantém como principal atividade o segmento de construção naval e reparos.

O principal ponto apresentado durante a reunião foi as vantagens competitivas do empreendimento baiano, como grande área disponível para terminal de operações logísticas de múltiplas cargas, vasta área para estocagem de cargas e cais próprio, de última geração, liberado pela ANTAQ para atividades privadas/portuárias.

O parque naval, industrial e logístico da Enseada é um importante ativo brasileiro, operacional, implantado em Maragojipe, no Recôncavo baiano, fruto de um investimento privado já realizado de R$ 2,7 bilhões.

Fonte: Coluna Satélite/Correio/Maragogipe Agora/Municípios Baianos
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Convite Audiência Publica Estaleiro Enseada

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Comitiva discute viabilidade do Estaleiro de Maragogipe com ministro

Comitiva discute viabilidade do Estaleiro de Maragogipe com ministro

Foto: Francisco Stuckert/MME

A indústria naval baiana, em especial o Estaleiro Enseada do Paraguaçu, em Maragogipe, foi tema de uma audiência articulada pelo deputado federal Bebeto Galvão (PSB) com o novo ministro das Minas e Energias, Fernando Bezerra Filho. “Esse encontro é parte do nosso compromisso em defesa de uma indústria que representa uma conquista econômica do estado”, afirmou. Estiveram também presentes na reunião o presidente da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), Ricardo Alban, os dirigentes da empresa Enseada Indústria Naval, Fernando Barbosa e Humberto Rangel, além do vice-presidente do Sintepav-Ba, Irailson Gazo. De acordo com Bebeto, a comitiva apresentou a viabilidade do projeto, além de mostrar os indicativos sobre como o empreendimento pode voltar a funcionar. “Já existem parceiros para investir, principalmente fora de financiamentos públicos, restando ao governo assumir a capacidade proativa para construir a solução e manter a continuidade dos investimentos, devolvendo à indústria naval da Bahia a sua condição de geradora de emprego, renda, tributos, bens e serviços”, pontuou. O parlamentar informou ainda que a comitiva saiu da reunião com uma expectativa positiva, uma vez que o ministro Fernando Filho mostrou disposição para tratar do tema. “O ministro manifestou total empenho para que o maior empreendimento industrial da Bahia volte a funcionar, inclusive defenderá junto ao presidente da República a importância de garantir o curso de desenvolvimento através da indústria naval brasileira, que é agregadora de outras cadeias industriais”.

Fonte: Bahia Noticia

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Frente defenderá propostas que regulamentam emancipação de municípios

Seminário sobre Regulamentação de Novos Municípios
A Frente Parlamentar e a comissão especial que analisa projeto de lei com regras para a criação de novos municípios promoveram seminário na Câmara dos Deputados
A Frente Parlamentar Mista de Apoio à Concretização da Revisão Territorial dos Municípios vai defender projeto de lei complementar (PLP) e proposta de emenda à Constituição (PEC) que regulamentam a emancipação de municípios. Duas propostas sobre o tema já foram aprovadas pelo Congresso, mas foram vetadas pela presidente da República.

Além de apoiar projeto de lei complementar (PLP 137/15 e apensados) com regras para a criação de novos municípios, a frente parlamentar lançada no dia 12/04, também defende a aprovação da PEC 143/15 sobre o mesmo tema.

A frente é coordenada pela deputada Flávia Morais (PDT-GO) e conta com 205 deputados e cinco senadores. Durante o evento, a deputada disse que a frente vai trabalhar no convencimento do governo federal. “Nós já conseguimos aprovar duas vezes aqui na Câmara e no Senado, mas infelizmente nas duas vezes tivemos o veto da presidente. Agora, vamos trabalhar com o PLP e a PEC para que a gente consiga aprovar e fazer o convencimento do governo”, afirmou. “A frente parlamentar vai trabalhar as duas alternativas para que a gente possa, sim, dar essa resposta com muita responsabilidade, mas com a garantia de que vamos melhorar a vida dessas pessoas que vivem nessas comunidades.”

PLP 137/15
Em seminário sobre regulamentação de novos municípios, realizado hoje na Câmara, deputados da comissão especial que analisa o PLP 137/15 se reuniram com representantes do Movimento Emancipa Brasil. O evento contou com a presença de representantes de diversas entidades de representação de municípios.

Durante o seminário, o deputado Hélio Leite (DEM-PA), que preside a comissão, ressaltou a importância do intercâmbio de informações para a discussão da matéria. “Há peculiaridades específicas de cada localidade que precisam ser compreendidas para que se avance na elaboração da regulamentação de novos municípios”, ponderou. Leite destacou, ainda, o compromisso da comissão de “construir uma proposta viável de normatização para emancipação de municípios”.

O Projeto de Lei Complementar 137/15 prevê que a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de municípios só poderão ocorrer após a realização de Estudos de Viabilidade Municipal (EVMs) e de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos municípios envolvidos.

Os deputados da comissão especial sobre criação de novos municípios receberam um documento com reivindicações do Movimento Emancipa Brasil. A Carta de Campos Lindos, Goiás, foi assinada no terceiro encontro nacional dos representantes da causa que lutam pela aprovação de regras para emancipação político-administrativa de distritos em todo País.

Exercício da cidadania
Autor da PEC sobre o mesmo tema, o deputado Danilo Forte (PSB-CE) ressalta a importância de se aprovar regulamentação para a emancipação dos municípios: “A gente precisa ter uma lei que possa proporcionar a essas comunidades o exercício pleno de cidadania. A cidadania se dá onde a gente mora. É na cidadania que a gente precisa de uma boa escola, é na cidadania que a gente precisa da saúde, é na cidadania que a gente precisa de um bom transporte, é na comunidade que a pessoa precisa de oportunidade de emprego, de segurança pública. E você só vai ter isso se tiver um ente federado capaz de aglutinar essas pessoas e ter o reconhecimento a nível estadual e a nível nacional que ali tem um município”.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem – Geórgia Moraes
Edição – Newton Araújo
Fonte:  ‘Agência Câmara Notícias
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SETORES BUSCAM REATIVAR ESTALEIRO ENSEADA INDUSTRIA NAVAL

Diante do impasse em relação ao Estaleiro Enseada do Paraguaçu, setores econômicos da região de Maragogipe, no recôncavo baiano, buscam agora a reativação do Estaleiro São Roque, na mesma região, para a montagem de módulos de compressão para navios, entre outros equipamentos.

A ideia é alertar o governo estadual no sentido de buscar junto à Petrobras reativar a antiga unidade baiana, resgatando o modelo de produção em que a estatal disponibiliza o canteiro de São Roque para as empresas vencedoras das licitações.

“Com obras em São Roque, sempre houve entre 1.500 e 3 mil empregos diretos, numa cadeia que gera 6 a 7 postos indiretos de trabalho para cada emprego direto”, lembra o empresário Adhemar Novaes, que assistiu à inversão da atividade econômica em Maragogipe, desde que o projeto da Enseada Indústria Naval (EIN) – que administra o Estaleiro Enseada do Paraguaçu – foi desativado, com a demissão de mais de 4 mil trabalhadores. Até então confiante no boom econômico previsto, ele apostou na abertura de três pousadas e hoje todas estão fechadas.

Para Novaes, a alternativa para reduzir os impactos negativos na região passa pela inclusão, pela Petrobras, do São Roque nos projetos para a construção de módulos e equipamentos que serão instalados em navios que agora serão alugados (afretamento) pela estatal, em licitações internacionais.
Os empresários da região lutam contra o tempo, buscando apoio junto aos governos estadual e federal, já visando as concorrências para a construção de módulos para os campos de Libra e Sépia (pré-sal) – ambas adiadas para fevereiro de 2016.

A luz no fim do túnel para o antigo estaleiro baiano é justamente a medida prevista em lei de que se tenha um mínimo de conteúdo nacional (50%) nos navios, levando as empresas vencedoras a contratar a construção de módulos e outras partes do navio no Brasil.

Afretamento
“É uma solução que certamente permitirá a oferta de um menor preço de construção e afretamento de navios para a Petrobras, atendendo perfeitamente às exigências da Lei de Licitações (Lei 8.666/93) e aos interesses nacionais”, frisa o empresário, considerando um líder entre os pequenos investidores da região.

O pleito tem como base os estudos técnicos do engenheiro Eduardo Aragon, especialista no assunto e um dos defensores da reativação do Estaleiro São Roque, “único canteiro náutico da Petrobras no país, que tem outros do tipo, mas todos privados”, como frisa.

“Com as enormes dificuldades atuais, onde as empresas que possuem canteiros encontram-se impedidas de serem contratadas pela Petrobras, além do complicado ambiente de investigações da Lava-Jato em curso, seria por demais oportuno o retorno ao modelo de sucesso praticado no passado, com benefícios indiscutíveis ao programa de conteúdo local do governo federal e enormes ganhos para a Bahia”, argumenta Aragon.

Fonte: A Tarde/Joyce Souza

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Fornecedor teme mais cortes na Petrobras

Alguns dias após a Petrobras anunciar cortes de US$ 32 bilhões nos seus investimentos nos próximos três anos, as ações da estatal voltaram a cair. Com as dificuldades enfrentadas pela companhia, a cadeia de fornecedores já se prepara para o anúncio de novos cortes no orçamento.

Segundo empresários e associações ligadas à indústria naval, de máquinas e equipamentos para o setor, a sinalização da estatal é que em março haverá novo ajuste nas projeções de investimentos e nas premissas financeiras, em novo plano de negócios referente a 2016 a 2020.
Ontem, o valor de mercado da petroleira retomou ao patamar de abril de 2004, estimado em R$ 80,1 bilhões, segundo a consultoria Economática. As ações ordinárias (ON) da Petrobras fecharam na mínima do dia, com queda de 2,86%, a R$ 6,80. Já a ação preferencial (PN) teve perda de 4,7%, a R$ 5,27, menor cotação desde 26 de novembro de 2003. Os papéis acumulam desvalorização de cerca de 21% em janeiro.
Com a crise da Petrobras, o prognóstico é de mais demissões na indústria e empresas prestadoras de serviços ligados à exploração offshore. A Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) prevê corte de 25 mil vagas ao longo de 2016, em parte por causa da paralisia de encomendas do setor. Já a Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro) prevê redução de 38% no número de sondas em operação somente na Bacia de Campos, principal área produtora do País. Para este ano, a previsão é que apenas 22 das 36 sondas previstas estejam em operação. Há três anos, em 2013, havia 70 unidades na região.
Um executivo de uma grande fornecedora de sondas à petroleira afirma que muitas empresas deixaram o Brasil e as que permaneceram negociam com a Petrobras a redução das taxas de afretamento. A dificuldade de caixa da petroleira forçou a retração dos projetos e também a demanda por sondas. Segundo a fonte, hoje, a petroleira possui mais sondas afretadas do que precisa, o que reforça a avaliação de que novos cortes e renegociações de contratos devem ocorrer neste ano.
A retração dos investimentos na Área de Exploração e Produção, diante dos baixos preços internacionais do petróleo, também afeta empresas prestadoras de serviço que atuam no apoio à atividade petrolífera nos municípios produtores – além do aluguel de sondas, transportes de cargas, aluguel de imóveis, serviços gerais.
“A primeira quinzena de janeiro de 2016 é a confirmação de um cenário insustentável para os municípios”, afirmou o prefeito de Macaé e presidente da Ompetro, Aluízio Santos, para quem novos cortes serão inevitáveis para a Petrobrás. “Ela não vai conseguir a solvência com o atual cenário”.
Contratos
Segundo Santos, a Petrobras é a única cliente da maior parte das empresas instaladas em Macaé, a principal base da estatal no norte fluminense. Com a redução de sua capacidade de investimentos, a perspectiva é “desemprego em cadeia”. “Este ano se anuncia muito pior que 2015”, resume o prefeito de Macaé.
As empresas de construção naval também estão preocupadas. Segundo fontes do setor, não há perspectiva de construção de novas embarcações pela subsidiária de logística da Petrobrás, a Transpetro.
“Há mais de um ano, a Petrobras não fecha novos contratos com as empresas do setor, que hoje vivem da manutenção de contratos antigos”, afirmou o presidente da Abimaq, José Velloso. Segundo ele, nos últimos três anos a indústria de máquinas já perdeu mias de 60 mil trabalhadores. Somente no último ano, foram 35 mil funcionários demitidos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão
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Kawasaki reconhece perda de R$ 750 milhões com estaleiro no Brasil

A companhia japonesa Kawasaki Heavy Industries divulgou nesta quinta-feira, 14, comunicado no qual revela o reconhecimento de uma perda de 22,1 bilhões de ienes (cerca de R$ 750 milhões) no balanço do seu terceiro trimestre fiscal, relativa à participação de 30% da empresa na Enseada Indústria Naval. Segundo a companhia, a situação financeira do estaleiro localizado no Brasil tem se deteriorado significativamente, em função dos escândalos de corrupção. Diante do anúncio, as ações do grupo japonês apresentaram desvalorização de 2,93% na bolsa local.

A Kawasaki ingressou em 2012 no consórcio Enseada, no qual é parceira de Odebrecht, OEA e UTC, três empresas cujos nomes estão envolvidos nas investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato. Diante das suspeitas envolvendo a relação entre a Petrobras e diferentes estaleiros, e dos problemas financeiros da petroleira brasileira, as operações da indústria naval brasileira começaram a enfrentar dificuldades.

No caso do estaleiro Enseada, que deveria construir seis sondas, os problemas já resultaram na demissão de milhares de pessoas. As seis unidades deveriam ser construídas até 2020, em um contrato de US$ 4,8 bilhões com a Sete Brasil.

Em março do ano passado, o ministro da infraestrutura japonês, Akihiro Ohta, chegou a enviar uma carta ao ministro do Desenvolvimento brasileiro, Armando Monteiro, cobrando soluções para os estaleiros. Empresas como a Kawasaki, a Japan Marine United e a Mitsubishi participaram de projetos envolvendo os estaleiros Enseada, Atlântico Sul e Rio Grande, respectivamente.

Os três estaleiros foram contratados pela Sete Brasil para a construção de sondas do pré-sal que seriam usadas pela Petrobras. Desde 2014, contudo, a Sete Brasil suspendeu todos os pagamentos, paralisando as linhas de produção e dificultando o acesso ao crédito.

Depois de mais de um ano de dificuldades, os sócios da Sete Brasil agora analisam a possibilidade de ingressarem com pedido de recuperação judicial ou mesmo uma ação contra a Petrobras, que tem resistido a finalizar acordo de reestruturação do contrato de construção e afretamento de sondas. A reunião para discutir o futuro da companhia está agendada para o próximo dia 21 de janeiro, conforme noticiado pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, na segunda-feira passada. (Colaborou Antonio Pita)

Fonte: Istoé Dinheiro
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Nosso 07 de Setembro – Um protesto contra Prefeita e Vereadores

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Cansados com o descaso por parte da Prefeita e Vereadores a população de São Roque resolveu comemorar o 07 Setembro protestando através de faixas que foram colocadas em diversas ruas do distrito.

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Em pronunciamento, Dilma assume responsabilidade pela crise

Presidente Dilma Rousseff durante evento em Brasília

Em seu pronunciamento oficial de 7 de setembro, a presidente Dilma assumiu a culpa pela política econômica e situação de crise do país. Segundo a declaração oficial, divulgada pela internet no site e redes sociais da presidência, ela diz que a crise é “resultado de um longo período que o governo entendeu que deveria gastar o quanto fosse preciso para garantir o emprego e a renda do trabalhador, a continuidade dos investimentos e dos programas sociais”.

É a primeira vez, em declaração oficial, que a presidente assume os erros da gestão e diz ser necessária uma reavaliação das medidas e consequente corte nas que precisam ser reduzidas. “Sei que é minha responsabilidade apresentar caminhos e soluções para fazer a travessia que deve ser feita”, diz.

A presidente ressalta em sua fala que a crise também sofreu influência de problemas “lá de fora”. Segundo o discurso, só agora os países emergentes e importantes parceiros comerciais do Brasil foram atingidos pela crise internacional.

“As dificuldades, insisto, são nossas e são superáveis. O que quero dizer, com toda a franqueza, é que estamos enfrentando os desafios, as dificuldades, e que vamos fazer essa travessia. Se cometemos erros, e isso é possível, vamos superá-los e seguir em frente”, afirma a presidente.

Fora isso, o discurso não trouxe grandes surpresas. A presidente aproveitou a oportunidade para explicar o porquê de alguns cortes em programas sociais e deixar como compromisso a luta pela retomada do crescimento.

“Podemos e queremos ser exemplo para o mundo, exemplo de crescimento econômico e valorização das pessoas. O esforço de todos nós é o que vai nos levar a superar esse momento”, finaliza.

Fonte: Exame

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Bebeto desponta na lista dos deputados em ascensão do Congresso Nacional

Com pouco mais de seis meses de mandato, o deputado federal Bebeto Galvão (PSB) já foi incluído na lista dos deputados em “ascensão”, divulgada pela 22ª edição do Cabeças do Congresso, realizada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, que aponta anualmente os parlamentares mais influentes do Brasil. De acordo com o DIAP, pode-se afirmar que o parlamentares em ascensão estão entre os 150 mais influentes do Congresso Nacional.

A pesquisa apura a atuação dos deputados e senadores,  tomando como critérios atributos como “capacidade de conduzir debates, negociações, votações, articulações e formulações, seja pelo saber, senso de oportunidade, eficiência na leitura da realidade, e, principalmente, facilidade para conceber ideias, constituir posições, elaborar propostas e projetá-las para o centro do debate, liderando sua repercussão e tomada de decisão”.

Estreante no Congresso, Bebeto foi eleito deputado em ascensão por conseguir bom desempenho nas missões partidárias, políticas e institucionais que tem recebido no Congresso, sobretudo na área de defesa pelos direitos dos trabalhadores e na discussão de temas de desenvolvimento econômico.

No ranking geral, o Diap elegeu apenas três deputados baianos na categoria “ascensão”, que são Bebeto (PSB), Cláudio Cajado (DEM) e Lúcio Vieira Lima (PMDB). Já na lista dos “cabeças”, o Diap apontou oito baianos: senadora Lídice da Mata (PSB), senador Walter Pinheiro (PT), os deputados Afonso Florence (PT), Alice Portugal (PCdoB), Artur Maia (SD), Daniel Almeida (PCdoB), Jorge Sola (PT) e José Carlos Aleluia (DEM). Dep. Fed. Bebeto Galvão (PSB).

Veja a lista aqui: LISTA DOS “CABEÇAS” DO CONGRESSO” NACIONAL E DOS PARLAMENTARES EM “ASCENSÃO” DE 2015

Fonte: Blog Agravo

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Farol Econômico: Acordo anima indústria naval

Saiu o acordo entre a Petrobras e a Sete Brasil para a construção de sondas que serão utilizadas na exploração do pré-sal. A quantidade de equipamentos caiu de 29 para 19, sendo que quatro ficarão à cargo de um consórcio liderado pela Kawazaki, sócia da Enseada Industrial Naval, que opera o Estaleiro Paraguaçu, em Maragogipe.

É uma luz que se acende no fim do túnel em relação à crise na indústria naval brasileira e que causou a demissão de centenas de trabalhadores em cidades do Recôncavo nos últimos meses.Acontece que há um longo caminho até a retomada nas operações. Espera-se, por exemplo, que a Sete Brasil, com a garantia da Petrobras, faça uma readequação financeira e diga como vai pagar R$ 1,2 bilhão que deve à Enseada, que também vai se reorganizar para tocar a vida.

O bom nessa história toda é que as seis plataformas previstas inicialmente para a Bahia estão mantidas, diz o presidente do sindicato dos trabalhadores na construção pesada na Bahia, o deputado Bebeto Galvão, que acompanha de perto a situação. “Os acionistas da Sete Brasil estavam aguardando Petrobras se pronunciar a respeito dos contratos já firmados, para sinalizar com segurança jurídica aos empreendedores”, diz.

Na última semana, ele questionou o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a respeito do empréstimo de R$ 3,7 bilhões do banco para a Sete e ouviu que aguardava-se o acordo entre a Petrobras e a Sete. Pronto, o sinal foi dado, agora é ver os desdobramentos. Pelas bandas de Maragogipe, circula o boato de que o estaleiro já estaria contratando. É mentira, infelizmente. A Enseada diz que busca incessantemente soluções, mas não tem nada de concreto até o momento.

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Reativação de estaleiro ainda vai demorar

 Com dívidas de cerca de R$ 700 milhões por conta de contratos interrompidos com fornecedores, a Enseada Indústria Naval (EIN) passou a ser procurada pelos cobradores, na Bahia, desde a semana passada quando a Petrobras sinalizou a retomada da construção dos navios-sonda no país, por meio da Sete Brasil, principal cliente da empresa.

A expectativa da reativação do projeto do estaleiro no município de Maragojipe provocou também um movimento de trabalhadores, bem como investidores locais interessados em também reativar negócios gerados em função do empreendimento.

A informação foi confirmada pela própria assessoria de comunicação da empresa.

A Enseada esclarece, entretanto que, embora o entrave para o andamento dos projetos tenha sido gerado justamente pela falta de repasses da Sete Brasil, a sinalização pelo governo de que a subsidiária da Petrobras deva firmar um acordo nos próximos dias para a retomada dos projetos de contratação das sondas de perfuração para a camada do pré-sal, não representa a reativação imediata do estaleiro baiano.

“Primeiro, porque o que se fala é que haverá uma redução no números de navios-sonda a serem contratados pela Sete Brasil neste novo momento, e isto exige toda uma reestruturação das empresas envolvidas e, consequentemente, dos contratos”, explica Marcelo Gentil, gerente de comunicação externa da Enseada.

Fonte: O Portal da Bahia

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